Primeiro, o formato do rosto

Afasta o cabelo da cara, olha de frente para o espelho e repara na largura da testa, das maçãs do rosto e do maxilar, e no comprimento do rosto. Não precisas de régua: basta perceber o que domina.

  • Oval — comprimento um pouco maior do que a largura, maxilar suave. É o mais fácil: a maioria dos cortes resulta.
  • Redondo — largura e comprimento parecidos, maxilar suave. O objetivo é alongar: laterais curtas (um degradê ajuda) e volume em cima. Evita volume nas laterais e franjas pesadas e direitas.
  • Quadrado — maxilar marcado. Aguenta cortes curtos e clássicos; um topo com alguma textura suaviza os ângulos.
  • Comprido — bem mais comprido do que largo. Evita muita altura em cima; prefere laterais um pouco mais compridas e, se quiseres, uma franja que encurte a testa.

Na dúvida entre dois formatos, segue o que mais se parece com o teu — e deixa o barbeiro afinar.

Cortes para quem tem entradas

As entradas não se escondem com cabelo comprido puxado por cima — notam-se mais. O que resulta, em geral:

  • Laterais curtas, para o topo não parecer ralo por contraste.
  • Topo curto a médio, com textura e penteado ligeiramente para a frente: um crop texturizado é o exemplo clássico.
  • Ou ir curto de vez: um buzz cut uniformiza tudo e as entradas deixam de ser tema.

O que evitar: penteado puxado para trás e riscas muito marcadas junto às entradas. E se o cabelo está a ficar mesmo ralo, há um momento em que rapar a cabeça fica melhor do que qualquer corte.

Cortes para homem maduro (40, 50 e mais)

Com a idade, o cabelo costuma ficar mais fino e grisalho, e a vida tem menos tempo para pentear. Os cortes que funcionam têm três coisas em comum: limpos, curtos a médios e fáceis de manter.

  • Risca ao lado clássica, com laterais em taper discreto.
  • Corte curto texturizado, que dá volume a cabelo mais fino.
  • Taper nas patilhas e na nuca, em vez de um degradê alto — cresce de forma mais discreta. Vê os tipos de degradê.

O grisalho fica melhor curto e arrumado do que comprido. E a barba conta: aparada e com linhas limpas, faz metade do trabalho.

O tipo de cabelo também decide

  • Liso — mostra cada linha do corte. Cortes com textura no topo evitam o efeito «tigela»; a franja assenta facilmente.
  • Ondulado — o mais versátil: aguenta comprimento em cima e ganha forma sozinho.
  • Encaracolado — encolhe quando seca e ganha volume nas laterais. Laterais mais curtas e caracóis definidos em cima. Está tudo em cabelo encaracolado.
  • Fino — curto e texturizado parece mais denso do que comprido e liso.

Cortes que vale a pena conhecer

  • Crop texturizado — topo curto com textura, franja curta para a frente, laterais curtas. Bom para entradas e rosto redondo.
  • Degradê com topo médio — laterais em degradê e comprimento em cima para pentear. O mais versátil.
  • Buzz cut — máquina em toda a cabeça. Zero manutenção.
  • Risca ao lado (side part) — clássico, funciona em quase todas as idades.
  • Cabelo comprido com forma — mesmo comprido, precisa de corte a cada seis a oito semanas para não perder a forma.

Como pedir ao barbeiro sem surpresas

  1. Leva duas ou três fotografias do corte que queres — e, se possível, uma do que não queres.
  2. Diz os números das laterais se os souberes: um 2, um 3. A tabela dos números da máquina ajuda.
  3. Fala da tua rotina: quanto tempo tens de manhã e se usas produto. Um corte que exige secador todos os dias não serve a quem não o tem.
  4. Pergunta a opinião dele. Um bom barbeiro diz-te quando a fotografia não vai resultar no teu cabelo — vê como escolher uma barbearia.

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